Uma caminhonete Ford Ranger, de placa QVB5J88, roubada na noite deste sábado (25), foi encontrada completamente queimada na manhã deste domingo (26), nas proximidades do Sítio Santa Maria, na zona rural de Viçosa do Ceará.
Segundo informações, o roubo aconteceu em uma estrada que dá acesso ao Estado do Piauí, no trecho entre os municípios de Ibiapina (CE) e São João da Fronteira (PI).
De acordo com a Polícia Militar, a vítima, um homem de 37 anos, residente em Ibiapina, foi abordada por dois indivíduos encapuzados, que ocupavam um veículo Volkswagen Gol. Os suspeitos anunciaram o assalto e levaram a caminhonete, além de documentos pessoais, cartões bancários e uma quantia em dinheiro.
Na manhã deste domingo, o veículo foi localizado totalmente destruído pelas chamas em uma área rural de Viçosa do Ceará.
A Polícia Militar realiza diligências na região com o objetivo de identificar e capturar os autores do crime. Até o momento, ninguém foi preso.
Fonte:(Ibiapaba 24 Horas)
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Metade dos municípios do Ceará não tem órgão de trânsito; veja lista
Das 184 cidades do Ceará, metade não possui um órgão municipal de trânsito. O departamento executivo é responsável por sinalizar, fiscalizar, aplicar penalidades e educar a população. A ausência do serviço eleva o risco para acidentes, mortes e crimes, enquanto sobrecarrega o sistema de saúde e outras instituições públicas.
Apesar de o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determinar, desde 1998, que todas as localidades devem municipalizar o setor por meio da integração ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT), somente 92 municípios do Estado (listados abaixo) dispõem do dispositivo ou deram entrada ao processo de adesão, conforme dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) deste mês.
Como consequência, o mesmo número de cidades carece de autarquia que fiscalize e garanta a aplicação das leis de trânsito. A situação não é exclusiva do Ceará: cerca de 62,6% dos municípios brasileiros não possuem o equipamento, conforme a Pasta federal.
Sem supervisão, aumentam as chances de os condutores cometerem infrações, como dirigir sem habilitação, sob efeito de álcool ou sem capacete. É o que analisa ao Diário do Nordeste o promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), André Tabosa, coordenador auxiliar do Centro de Apoio Operacional da Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (CAODPP). Praias e ilhas
O trânsito seguro é um direito da população e um dever que deve ser cumprido por parte do Estado. Quando isso não ocorre, o primeiro impacto é sentido pela própria população: há sensação de que não existem normas de proteção para que o trânsito possa fluir adequadamente."
Maior risco de acidentes e de óbitos no trânsito
Ao somar os habitantes das localidades sem o serviço, o Estado possui cerca de 1,4 milhão de cearenses impactados pela não municipalização do trânsito, segundo o Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o jurista, o grupo está mais vulnerável a sinistros e óbitos, que, muitas vezes, poderiam ser evitados.
Somente no ano passado, 1.936 pessoas morreram nas vias urbanas e rodovias cearenses, principalmente em grandes metrópoles, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O número foi o maior em oito anos. Material de referência geográfica
Diante desse cenário, o promotor enfatiza que a presença de um órgão executivo municipal é determinante para frear estatísticas como essas. Um exemplo dessa relação ocorreu em Barreira, na região do Maciço de Baturité, onde os índices caíram drasticamente desde a implantação do serviço, em agosto do ano passado, como detalha o coordenador de educação de trânsito local, Vanderson Romão.
O principal benefício foi a redução nos números de sinistros de trânsito. Barreira tinha quase cinco por final de semana, muitos deles graves, em que os envolvidos eram transferidos para o IJF [Instituto Dr. José Frota], em Fortaleza. Alguns perderam a vida, outros tantos ficaram com sequelas permanentes.”
O gestor acrescenta que outro elemento que apresentou queda na localidade foram os gastos com a saúde. André Tabosa explica que o fenômeno é uma das consequências da presença do órgão de trânsito, que desafoga a pressão sobre o sistema de saúde público, sobrecarregado pela falta do equipamento.
Como os sinistros de trânsito diminuíram, assim como a sua gravidade, também diminuiu a necessidade de ocupar os profissionais de saúde nessas ocorrências, deixando-os livres para outros tipos de atendimento à população”, afirma Vanderson Romão. Relógio e calendários
"A municipalização do trânsito também possibilita que a cidade obtenha recursos financeiros por meio da aplicação de multas e taxas, que devem ser reinvestidos obrigatoriamente na melhoria do setor, como em engenharia de tráfego, policiamento, fiscalização e educação de trânsito, destaca o promotor de Justiça.
"A partir do momento em que a fiscalização funciona, há uma espécie de amadurecimento institucional e a população se sente movida a procurar se adaptar às regras de trânsito.”
Aumento da criminalidade
Segundo o jurista, a falta de uma inspeção adequada é semelhante a um "ovo de serpente", que dá origem a uma série de problemas. Como exemplo, cita as recentes vistorias do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE), que reprovaram 79% dos transportes escolares ofertados pelos poderes municipais: “sinal de que essa frota estava circulando sem fiscalização.”
Se tenho muitas crianças e adolescentes sem habilitação, vou ter um maior contingente de riscos, inclusive de homicídios culposos [no trânsito]. Se tenho veículos irregulares e uso de veículos com restrição, isso pode até incentivar as pessoas que realizam o desmonte e a venda de veículos roubados, gerando crimes como receptação e adulteração de placas”, acrescenta.
Sem um órgão próprio, as localidades tornam-se dependentes de outras instituições para fiscalizar e organizar o próprio trânsito, como o Detran-CE, a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) ou a Polícia Militar. Entretanto, essas autoridades não possuem capilaridade nem atribuição para atuar como autarquia executiva de trânsito, alerta André Tabosa.
Por que metade do Ceará não municipaliza o trânsito
A falta de serviço no território cearense é resultado de uma combinação de obstáculos culturais, financeiros e estruturais, analisa o jurista. Um deles é a resistência da população às autoridades de trânsito, especialmente no Interior do Estado. Essa impopularidade acaba influenciando os gestores, que têm receio de aderir ao SNT.
Outro elemento apontado pelo especialista é o custo da municipalização, que pode ser um desafio para algumas cidades, especialmente as menores, já que a implantação gera contratação de servidores, montagem de juntas de recursos e investimento em engenharia de tráfego, entre outros gastos.
“Infelizmente, alguns municípios, principalmente aqueles bem pequenos, têm um receio de não conseguir cobrir essas despesas sem o auxílio dos Estados ou da União”, explica.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) reconhece que o orçamento é o principal desafio para a adesão das localidades ao SNT. “A legislação exige a criação de um órgão que fique responsável pela operação, planejamento e fiscalização do trânsito local.
Apesar da possibilidade de aplicar multas, a arrecadação não é suficiente para operar o sistema”, destacou na publicação “Mobilidade e trânsito: gestão e competências municipais”. Cumprimento da lei
Para contornar o entrave, a instituição orienta que as cidades aproveitem a estrutura e o quadro de servidores existentes, em vez de criar uma autarquia do zero. Esse foi o caso de Barreira, que utilizou a infraestrutura da Guarda Municipal para assumir as atribuições do trânsito municipalizado.
Outra alternativa sugerida pela organização é a associação com a Polícia Militar e com o órgão estadual de trânsito para a realização das atividades de fiscalização e autuação das infrações, “a fim de evitar custos adicionais gerados pela gestão dos agentes de trânsito”.
André Tabosa também lembra que a Resolução 811/2020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) permitiu que prefeituras menores formem consórcios públicos para oferta do serviço.
Desde o último levantamento do Diário do Nordeste, realizado há três anos, apenas seis municípios cearenses integraram-se ao SNT. Na época, somente 88 localidades possuíam o órgão executivo de trânsito, conforme dados do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran).
Municípios com serviço de trânsito
A seguir, confira a lista de localidades do Ceará que, até este mês, possuem ou deram entrada ao processo de adesão para instituir um órgão executivo de trânsito, conforme o Senatran:Praias e ilhas
Acopiara;
Aiuaba;
Alto Santo;
Amontada;
Aquiraz;
Aracati;
Assaré;
Aurora;
Barbalha;
Barreira;
Barro;
Baturité;
Beberibe;
Boa Viagem;
Brejo Santo;
Camocim;
Canindé;
Caririaçu;
Carnaubal;
Cascavel;
Caucaia;
Cedro;
Chorozinho;
Crateús;
Crato;
Croatá;
Eusébio;
Farias Brito;
Fortaleza;
Granja;
Guaraciaba do Norte;
Guaramiranga;
Horizonte;
Hidrolândia;
Ibiapina;
Icapuí;
Icó;
Iguatu;
Independência;
Ipaumirim;
Ipu;
Ipueiras;
Irauçuba;
Itaitinga;
Itapajé;
Itapipoca;
Jaguaribe;
Jaguaruana;
Jardim;
Juazeiro do Norte;
Jijoca de Jericoacoara;
Jucás;
Lavras da Mangabeira;
Limoeiro do Norte;
Maracanaú;
Maranguape;
Mauriti;
Milagres;
Missão Velha;
Mombaça;
Monsenhor Tabosa;
Morada Nova;
Mulungu;
Nova Russas;
Nova Olinda;
Novo Oriente;
Orós;
Pacajus;
Pacatuba;
Paracuru;
Parambu;
Pedra Branca;
Pentecoste;
Pereiro;
Porteiras;
Quixadá;
Quixeramobim;
Redenção;
Russas;
Santa Quitéria;
São Benedito;
São Gonçalo do Amarante;
Senador Pompeu;
Sobral;
Solonópole;
Tauá;
Tianguá;
Trairi;
Ubajara;
Varjota;
Várzea Alegre;
Viçosa do Ceará.
Localidades que ainda não municipalizaram o trânsito
A seguir, confira a relação de cidades que não estão integradas ao SNT até julho de 2026, conforme o Senatran:Relógio e calendários
Abaiara;
Acarape;
Acaraú;
Alcântaras;
Altaneira;
Antonina do Norte;
Apuiarés;
Aracoiaba;
Ararendá;
Araripe;
Aratuba;
Arneiroz;
Baixio;
Banabuiú;
Barroquinha;
Bela Cruz;
Campos Sales;
Capistrano;
Caridade;
Cariré;
Cariús;
Catarina;
Catunda;
Chaval;
Choró;
Coreaú;
Cruz;
Deputado Irapuan Pinheiro;
Ererê;
Forquilha;
Fortim;
Frecheirinha;
General Sampaio;
Graça;
Granjeiro;
Groaíras;
Guaiúba;
Ibaretama;
Ibicuitinga;
Ipaporanga;
Iracema;
Itaiçaba;
Itapiúna;
Itarema;
Itatira;
Jaguaretama;
Jaguaribara;
Jati;
Madalena;
Marco;
Martinópole;
Massapê;
Meruoca;
Milhã;
Miraíma;
Moraújo;
Morrinhos;
Mucambo;
Ocara;
Pacoti;
Pacujá;
Palhano;
Palmácia;
Paraipaba;
Paramoti;
Penaforte;
Pindoretama;
Piquet Carneiro;
Pires Ferreira;
Poranga;
Potengi;
Potiretama;
Quiterianópolis;
Quixelô;
Quixeré;
Reriutaba;
Saboeiro;
Salitre;
Santana do Acaraú;
Santana do Cariri;
São João do Jaguaribe;
São Luís do Curu;
Senador Sá;
Tabuleiro do Norte;
Tamboril;
Tarrafas;
Tejuçuoca;
Tururu;
Umari;
Umirim;
Uruburetama;
Uruoca.
Local Guides e de cidades
Fonte:(Diário do Nordeste)
Miss Ipu 2026 abre inscrições com premiação que inclui Honda Biz 0 km
Estão oficialmente abertas as inscrições para o concurso Miss Ipu 2026, que busca eleger a representante da beleza, elegância e força da mulher ipuense
As interessadas poderão se inscrever no período de 23 a 30/07, na Casa de Cultura Prof. Valdez Soares.
Além da oportunidade de representar o município em um dos eventos mais tradicionais da cidade, as candidatas concorrerão a uma premiação especial.
Premiação:
🥇 1º lugar: Honda Biz 0 km;
🥈 2º lugar: Bolsa de 100% para curso técnico ou Licenciatura em Pedagogia (FAEDI);
🥉 3º lugar: Carteira Nacional de Habilitação (Categoria A).
A organização convida as mulheres que desejam participar da edição 2026 a realizarem sua inscrição dentro do prazo estabelecido.
Quem conhece alguém que tem perfil para representar Ipu no concurso também pode incentivar a participação, marcando essa pessoa nas redes sociais e compartilhando a novidade.
Fonte:Ipu Notícias












