segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Homem invade pela segunda vez banco em Ubajara, quebra equipamentos e é novamente detido pela PM

Um homem de 25 anos foi detido pela Polícia Militar após invadir, mais uma vez, a agência do Banco do Brasil, localizada na Avenida dos Constituintes, nº 68, no Centro de Ubajara. A ocorrência aconteceu por volta das 3h da madrugada deste domingo (16). Segundo as informações, o indivíduo entrou no estabelecimento e danificou alguns caixas eletrônicos. A Polícia Militar foi acionada e rapidamente compareceu ao local, conseguindo interromper a ação e realizar a detenção do indivíduo.
O homem, que não teve a identidade divulgada e possui antecedente por tráfico de drogas, foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Tianguá para os procedimentos cabíveis. Conforme relato dos policiais, durante a abordagem, o homem alegou possuir Transtorno do Espectro Autista (TEA). A informação foi relatada pelo próprio indivíduo no momento da ocorrência. REINCIDENTE: esta é a segunda vez que o mesmo indivíduo realiza uma ação semelhante na mesma agência bancária. Na madrugada de 8 de dezembro de 2024, ele também invadiu o mesmo banco em uma ação semelhante. Na ocasião, foi detido pela Polícia Militar, conduzido à Delegacia de Polícia Civil em Tianguá e autuado pelo crime de dano. Fonte:(Ibiapaba 24 Horas)
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A campanha digital nas eleições 2026 ganhou papel estratégico na disputa pela Presidência da República

A campanha digital nas eleições 2026 ganhou papel estratégico na disputa pela Presidência da República. Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta na própria trajetória e em histórias pessoais para criar identificação com o público, Flávio Bolsonaro (PL) busca aproveitar a força do ecossistema digital construído em torno do sobrenome Bolsonaro, ao mesmo tempo em que enfrenta o desafio de consolidar uma identidade presidencial própria. Lula aposta em trajetória e identificação emocional Além do tempo de propaganda eleitoral na televisão e no rádio, as equipes dos candidatos mais bem colocados nas pesquisas trabalham com estratégias específicas para alcançar nas plataformas digitais o eleitor considerado “independente”. No caso de Lula nas redes sociais, a comunicação explora principalmente sua experiência política, a trajetória pessoal e a relação com políticas públicas. “Lula continua a vender experiência e trajetória, que apelam para o eleitor de esquerda, e a relação com as políticas públicas, como se fosse um ‘pai’ para a população. Isso acaba por atingir o imagético do eleitor e, também, vira uma identificação emocional do candidato”, afirma o consultor de marketing político Deividi Lira. O presidente soma 14,8 milhões de seguidores no Instagram e 1,68 milhão de inscritos no YouTube. Segundo Lira, a condição de chefe do Executivo também amplia a quantidade de conteúdos disponíveis, com agendas, anúncios e programas relacionados à atual gestão. Essa vantagem, porém, exige cuidado durante a campanha. A comunicação precisa evitar que o conteúdo eleitoral adquira um tom excessivamente institucional. “Ele é o atual presidente, então isso proporciona uma grande quantidade de posts, agendas, anúncios de programas. Mas a equipe tem um desafio muito maior ao ter que tomar cuidado para não trazer uma linguagem muito institucional; sabemos que os perfis do governo estão neste momento silenciados por conta do período de defesa eleitoral”, argumenta Lira. Flávio Bolsonaro busca transformar herança em identidade A estratégia de Flávio Bolsonaro nas redes sociais parte de uma estrutura diferente. O candidato encontra um ambiente digital desenvolvido pelo bolsonarismo desde 2018, com uma base acostumada a produzir, compartilhar e amplificar conteúdos políticos. Esse modelo está ligado à cultura digital desenvolvida pelo bolsonarismo, que transformou as plataformas em ferramentas importantes de mobilização. Deividi Lira avalia que os perfis do candidato funcionam como uma “ferramenta multiplicadora de conteúdo”. Segundo ele, essa rede “não serve apenas para informar, mas para manter a direita mobilizada”. Flávio Bolsonaro possui 11 milhões de seguidores no Instagram e 957 mil inscritos no YouTube. O sobrenome representa um dos principais ativos de sua campanha digital, mas também impõe um desafio: transformar o capital político herdado do pai, Jair Bolsonaro, em uma imagem própria de presidenciável. “O desafio que a equipe de Flávio tem é o de desenvolver uma identidade presidencial própria do candidato. Ele vende uma imagem política, mas agora precisa vender a de um candidato à Presidência da República”, afirma Lira. Redes sociais favorecem conteúdos de confronto O marketing político digital também precisa lidar com características próprias das plataformas. Uma delas é a capacidade de conteúdos marcados por conflito, indignação ou reações emocionais intensas alcançarem níveis elevados de interação. “Existe uma tendência [nas redes sociais] de premiar o conflito. Conteúdos que provocam indignação, confronto ou uma reação emocional forte normalmente geram mais interação. Isso acaba influenciando a própria maneira como os candidatos se comunicam”, afirma o especialista citado no material. Esse funcionamento pode estimular campanhas a adotarem mensagens mais confrontativas em busca de alcance e participação dos usuários. O volume de interações, no entanto, não representa necessariamente apoio eleitoral na mesma proporção. Engajamento não significa intenção de voto Um dos pontos de atenção da campanha digital nas eleições 2026 será justamente a interpretação dos números das plataformas. Curtidas, comentários, compartilhamentos e visualizações podem indicar capacidade de mobilização digital, mas não permitem concluir automaticamente que o mesmo desempenho será registrado nas urnas ou nas pesquisas de intenção de voto. “Uma pessoa pode ter muito engajamento nas redes e isso não aparecer, na mesma proporção, nas pesquisas eleitorais”, afirma a avaliação atribuída no material a Aurélio. As estratégias de Lula e Flávio Bolsonaro mostram, assim, duas formas distintas de utilizar o ambiente digital na corrida presidencial. De um lado, a tentativa de transformar experiência política e trajetória pessoal em identificação com o eleitor. Do outro, o esforço para aproveitar uma rede digital já mobilizada sem deixar que a força do sobrenome impeça a construção de uma identidade própria. Fonte: Record News
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