quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Quem são os candidatos a deputado federal no Ceará que mais receberam do Fundo Eleitoral

A campanha eleitoral chega nas semanas finais e para conseguir representatividade na Câmara dos Deputados os partidos turbinaram candidaturas no Ceará. As siglas utilizam verbas do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), que em 2026 distribuiu R$ 4,9 bilhões para custear as candidaturas em todo o País. O POVO, na segunda-feira, 14, fez o levantamento dos candidatos a deputado federal no Ceará que mais receberam recursos provenientes das direções nacionais dos respectivos partidos. Neste ano, PL, com R$ 881 milhões, PT, com R$ 615 milhões e União Brasil, com R$ 526 milhões, foram os partidos que mais receberam verba para financiar candidaturas. Veja lista de candidatos a deputado federal pelo CE que mais receberam verba do Fundo Eleitoral: Sandrinha Cavalcante (Cidadania) - R$ 3.100.000,00 Danilo Forte* (PP) - R$ 3.000.000,00 Giordanna Mano (PRD) - R$ 3.000.000,00 Aj Albuquerque* (PP) - R$ 2.950.000,00 Dayany do Capitão** (União) - R$ 2.900.000,00 Yury do Paredão* (MDB) - R$ 2.850.000,00 Domingos Neto* (PSD) - R$ 2.800.000,00 Fernanda Pessoa* (PSD) - R$ 2.800.000,00 Erika Amorim (Republicanos) - R$ 2.566.666,67 André Figueiredo* (PDT) - R$ 2.500.000,00 Eduardo Bismarck* (PV) - R$ 2.500.000,00 Inácio Arruda (PCdoB) - R$ 2.450.000,00 Michel Lins (Republicanos) - R$ 2.297.666,67 Ronaldo Martins (Republicanos) - R$ 2.297.666,66 Célio Studart* (PSD) - R$ 2.000.000,00 Luiz Gastão* (PSD) - R$ 2.000.000,00 Tiririca (PSD)**** - R$ 2.000.000,00 Renato Roseno (Psol) - R$ 1.995.000,00 Mauro Filho* (União) - R$ 1.933.200,00 Robério Monteiro* (PSB) - R$ 1.901.210,00 Idilvan* (PSB) - R$ 1.901.210,00 José Airton* (PT) - R$ 1.815.500,00 André Fernandes* (PL) - R$ 1.700.000,00 Jaziel* (PL) - R$ 1.700.000,00 Matheus Noronha* (PL) - R$ 1.700.000,00 Moses Rodrigues* (União) - R$ 1.700.000,00 Luana Régia (PSD) - R$ 1.700.000,00 Tainah Marinho (PSB) - R$ 1.695.594,69 Denis Bezerra (PSB) - R$ 1.622.178,39 Vaidon Oliveira*** (Solidariedade) - R$ 1.600.300,00 Enfermeira Ana Paula (Solidariedade) - R$ 1.505.000,00 Luisa Cela (PT) - R$ 1.504.724,14 Carmelo Neto (PL) - R$ 1.500.000,00 Priscila Costa* (PL) - R$ 1.500.000,00 Chiquinho Dos Carneiros (PRD) - R$ 1.400.000,00 Emanuel Acrizio (Solidariedade) - R$ 1.400.000,00 Vanderlan Alves (Solidariedade) - R$ 1.295.000,00 Neném Coelho (MDB) - R$ 1.200.000,00 Larissa Gaspar (PT) - R$ 1.142.400,00 Roger Aguiar (PSB) - R$ 1.135.524,87 Com * todos os atuais deputados federais que tentam reeleição. Com ** Dayany do Capitão, eleita em 2022, mas perdeu a cadeira após decisão do TSE. Com *** Vaidon Oliveira, que recebeu R$ 1.170.000,00 via PRD e R$ 430.300,00 via Solidariedade. Os partidos são federados. Com **** Tiririca, que tem mandato, mas por São Paulo. A força do mandato e dos maridos Entre os candidatos, estão todos os 18 deputados federais cearenses que tentam reeleição. Destaque para o PP e o União Brasil, que formam a Federação União Progressista, com Danilo Forte, AJ Albuquerque e Dayany do Capitão entre os cinco primeiros. Juntos, os partidos somam R$ 943 milhões em verbas do Fundo Eleitoral. O "top 10” é quase inteiramente formado por candidatos que têm mandato federal. A líder do ranking é uma das exceções. Sandrinha Cavalcante é esposa do prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos) e concorre pela primeira vez a um cargo político. Outra exceção entre os dez primeiros é Giordanna Mano, ex-prefeita de Nova Russas e esposa de Junior Mano (PSB), candidato a suplente de senador na chapa de Cid Gomes (PSB) e segundo deputado federal mais votado no Ceará em 2022. Junior Mano é, hoje, uma das lideranças mais influentes entre prefeitos, fato que coloca a esposa entre uma das favoritas à uma cadeira na Câmara dos Deputados. Quem encerra o trio que não tem mandato, mas está entre os “campeões” de Fundo Eleitoral recebido é Érika Amorim, esposa do prefeito de Caucaia, Naumi Amorim (PSD). Érika já foi deputada estadual, entre 2019 e 2023, e concorreu ao Senado Federal em 2022. Estratégias e influências Os valores repassados para os candidatos revelam estratégias diferentes. Enquanto alguns partidos distribuem valores similares entre vários candidatos apontados como maiores possibilidades de eleição, como é o caso do PL, do PSB e do PT, outros concentram recursos em poucos ou em um único postulante, como no caso do Cidadania, MDB, PDT, PRD e Psol. caso de Sandrinha chama atenção porque ela recebeu quase o valor limite de gastos de um candidato a deputado federal. Os postulantes à Câmara dos Deputados podem utilizar R$ 3.176.572,53. Além disso, o valor recebido por ela representa cerca de 5% de todo o valor do Fundo Eleitoral recebido pela direção nacional do Cidadania. A linha estratégica do partido pode fazer sentido: concentrar muitos recursos em poucos candidatos para ter mais chance de elegê-los e assim ter mais recursos em pleitos futuros. Quanto mais parlamentares eleitos, mais dinheiro entra nos cofres dos partidos nos anos eleitorais. O Partido Verde também segue uma estratégia parecida, concentrou mais de 5% do valor de Fundo Eleitoral recebido pelo partido a nível nacional na candidatura de Eduardo Bismarck, que tem mandato e é uma das apostas da sigla para continuar com cadeiras no Congresso Nacional. O partido é federado com PT e PCdoB. Por outro lado, partidos que esperam fazer bancadas maiores distribuem de forma mais igualitária os recursos entre os “puxadores de votos”, aqueles candidatos que as legendas esperam ter votações expressivas e podem acabar carregando postulantes com menos votos para o Câmara Baixa. É o caso de partidos como PL, PSB, PSD e PT, que, apesar de privilegiar em alguns casos candidatos com mandato, também reservam valores altos para outros postulantes. No caso do PL, os números apontam a estratégia de destinar o mesmo valor para candidatos com mandato na Câmara. André Fernandes, Matheus Noronha e Jaziel receberam, cada, R$ 1,7 milhão. Já os que tentam "mudar" de casa legislativa receberam R$ 1,5 milhão. É claro que os recursos também passam por articulações e influências estaduais. Luisa Cela (PT) é ex-secretária de Cultura do Estado e filha da ex-governadora Izolda Cela (PSB) e Tainah Marinho (PSB) é esposa de Romeu Aldigueri, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, enquanto Roger Aguiar é o candidato a deputado federal apoiado pelos irmãos Cid e Lia Gomes, apontado como uma aposta do PSB esse ano. AJ Albuquerque é presidente do PP no Ceará e forte aliado da cúpula nacional, Dayany do Capitão é esposa de Capitão Wagner (União Brasil), presidente da Federação União-PP no Ceará, e foi eleita deputada na última eleição. Assim como Domingos Neto e Fernanda Pessoa possuem mandato, além de influência pela proximidade com prefeitos e a boa interlocução com o comando nacional do PSD. O Fundo Eleitoral é constituído por recursos públicos destinados ao financiamento das campanhas eleitorais, já que empresas são proibidas de doar. A distribuição entre os partidos considera a representatividade de cada legenda no Congresso Nacional, ou seja, quem tem mais parlamentares ganha mais. Mas nem sempre foi assim. O Fundo Eleitoral foi criado pelo Congresso Nacional em 2017, resultado de desdobramentos da Operação Lava-Jato. Bancado com recursos públicos, o FEFC foi uma alternativa que os partidos elaboraram para compensar a proibição de doações de pessoas jurídicas a campanhas, determinada em 2015 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte atendeu a uma ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que alegava que o poder econômico influenciava na disputa eleitoral e, posteriormente, nas decisões no Congresso. Nas eleições de 2014, a última antes da mudança, as empresas foram responsáveis por mais de 70% do dinheiro arrecadado por partidos e candidatos. Em 2026, 30 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estavam aptos a receber os valores, que juntos somam quase R$ 5 bilhões. Caso os partidos não utilizem a totalidade dos recursos, o saldo restante deve ser obrigatoriamente devolvido de forma integral ao Tesouro Nacional. Distribuição de valores do FEFC por partido PL: R$ 881 milhões PT: R$ 615 milhões União Brasil: R$ 526 milhões PSD: R$ 421 milhões PP: R$ 417 milhões MDB: R$ 400 milhões Republicanos: R$ 348 milhões Podemos: R$ 246 milhões PDT: R$ 169 milhões PSB: R$ 152 milhões PSDB: R$ 147 milhões Psol: R$ 131 milhões Solidariedade: R$ 88 milhões Avante: R$ 72 milhões PRD: R$ 71 milhões PC do B: R$ 60 milhões Cidadania: R$ 60 milhões PV: R$ 45 milhões Rede: R$ 35 milhões Novo: R$ 37 milhões Unidade Popular: R$ 3,3 milhões PSTU: R$ 3,3 milhões PRTB: R$ 3,3 milhões PCO: R$ 3,3 milhões PCB: R$ 3,3 milhões Mobiliza: R$ 3,3 milhões Missão: R$ 3,3 milhões Democrata: R$ 3,3 milhões DC: R$ 3,3 milhões Agir: R$ 3,3 milhões Total: R$ 4,9 bilhões Fonte:(O Povo)
Share:

MASSA CONCURSOS

MASSA CONCURSOS
Patrocinador do Blog DTNoticias

Natal Solitário de Santa Quitéria

Natal Solitário de Santa Quitéria
Parceria do Site Dtnoticias

WhatsApp / Facebook

WhatsApp  / Facebook
site DTNOTÍCIAS nas redes sociais

Menu

Tradutor

Posts Anteriores

ANUNCIE AQUI!

ANUNCIE AQUI!

Envie sua notícia

Envie sua notícia

PREVISÃO DO TEMPO

geovisitas

Seguidores

geovisitas on line

visualizações